Quando a obra para, o problema quase nunca é só um
Costuma ser jurídico, técnico e financeiro ao mesmo tempo, e cada frente trava a outra. Trabalhamos com quem construiu, com quem comprou e com quem avalia assumir o empreendimento.
O que fazer antes de decidir qualquer coisa
As primeiras semanas definem o espaço de manobra. Esta é a sequência que preserva tempo e posição.
- Reúna a documentação. Contrato, memorial, registro da incorporação, comprovantes de pagamento e toda comunicação recebida.
- Descubra o regime. Saber se há patrimônio de afetação muda os caminhos possíveis.
- Levante o estado real da obra. O que foi executado, o que falta e em que condição está.
- Mapeie quem decide. Construtora, credores, poder público, e quem fala pelo grupo de compradores.
- Organize o grupo. Um grupo decide melhor com uma comissão pequena que fale por todos.
- Só então escolha o caminho. Retomar com a incorporadora, com novo investidor ou pelos adquirentes.
- Contrato de compra e quadro resumo.
- Registro da incorporação e memorial descritivo.
- Matrícula atualizada do imóvel.
- Comprovantes de pagamento e saldo devedor.
- Notificações, atas e comunicados recebidos.
- Processos em curso, se houver.
- Fotos recentes e data da última medição conhecida.
Esta lista não substitui orientação jurídica. Ela serve para a conversa começar com informação, e não com suposição.
- Diagnóstico jurídico. Contratos, registro, garantias, ações em curso e o que cada instrumento permite.
- Diagnóstico técnico. O que foi executado, o que falta, em que estado está e quanto custa retomar.
- Diagnóstico financeiro. Passivo, recebíveis, caixa necessário e exposição de cada interessado.
- Mapa dos envolvidos. Incorporadora, adquirentes, credores, poder público e fornecedores.
- Alternativas de retomada. Com custo, prazo e risco de cada caminho.
Três situações diferentes
A incorporadora
Quer retomar, e precisa de um plano que o mercado e os credores aceitem.
O grupo de adquirentes
Comprou, não recebeu e precisa de um caminho técnico para decidir em conjunto.
Um investidor
Avalia assumir o empreendimento e precisa medir o passivo antes de entrar.
O que este trabalho não é
Não é ação judicial. Não substituímos advogado, e boa parte dos casos exige um. O que fazemos é entender o que existe, comparar caminhos e montar o arranjo que abre caminho para a obra voltar, quando esse for o melhor caminho.
Quem conduz o trabalho já acompanhou ciclos completos de incorporação, do terreno à entrega, e é daí que vem a leitura do que ainda é recuperável. Quem conduz o trabalho →
Também não é promessa de retomada. Há empreendimentos em que o melhor caminho não é continuar, e isso precisa ser dito com número na mesa.
Quanto mais tempo a obra fica parada, maior tende a ser o custo de retomar. O primeiro trabalho é medir esse custo, e não prometer prazo de volta.
O que costumam perguntar sobre obra parada
Somos um grupo de compradores. Vocês trabalham para nós?
Sim, esta página também é para vocês. O trabalho começa organizando a informação do grupo e termina em alternativas de retomada, com custo e risco de cada uma.
Vocês assumem a obra?
Não executamos a obra. Estruturamos a retomada e acompanhamos quem vai executar, seja a incorporadora original, uma nova construtora ou um investidor que assuma o empreendimento.
Precisamos de advogado?
Na maioria dos casos, sim. Trabalhamos junto com o jurídico das partes ou com escritórios parceiros, e a área jurídica costuma ser a que destrava as demais.
Quanto tempo leva um diagnóstico desses?
Mais do que um diagnóstico comum, porque envolve terceiros e documentação dispersa. O prazo é definido no diagnóstico, depois da conversa de enquadramento.
Para continuar: estruturação de capital para a retomada, organização da empresa ou quem conduz o trabalho.
A conversa de enquadramento não tem custo, nem compromisso
Conte a situação da obra e quem está do seu lado da mesa: construtora, credores ou adquirentes. Respondemos com uma leitura do que ainda é recuperável e do que precisa ser levantado primeiro.
- Sem compromisso de contratação. A conversa de enquadramento não obriga a nada, e o diagnóstico não obriga a seguir para a estruturação.
- Escopo escrito antes de começar. Prazo e valor definidos caso a caso.
- Confidencialidade. Documentos e números do cliente não circulam fora do trabalho.